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SPOT Nordic na 2.ª Conferência Europeia de Diplomacia Científica


Nos dias 17 e 18 de dezembro, a Presidência Dinamarquesa do Conselho Europeu organizou a 2.ª Conferência Europeia de Diplomacia Científica, realizada na Copenhagen Business School. Enquanto um dos últimos eventos emblemáticos da Presidência Dinamarquesa, a conferência confirmou que a diplomacia científica está a tornar-se uma componente central da cooperação e da formulação de políticas da União Europeia.


A SPOT Nordic esteve representada por Rita Valinhas e Sérgio Matos Dias. A nossa presença reflete o compromisso da SPOT Nordic em assumir um papel ativo como agente de diplomacia científica, estabelecendo pontes entre Portugal e os países nórdicos e apoiando a colaboração em investigação.


Diplomacia Científica na UE: uma trajetória clara



Dia 1

Uma sessão pré‑conferência, intitulada “From Research to Relation: International Scientific Networks, the Quiet Diplomats”, destacou a forma como as redes científicas internacionais frequentemente antecedem a diplomacia formal. Exemplos como a U7+ Alliance e a Marie Curie Alumni Association demonstraram como universidades e comunidades de investigadores constroem confiança, produzem evidência científica e preparam o terreno para a diplomacia.


Numa das intervenções de abertura, Eva Ortega‑Paíno, Secretária‑Geral para a Investigação do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades de Espanha, elogiou os progressos alcançados desde a primeira Conferência Europeia de Diplomacia Científica, realizada em Madrid em 2023, e apresentou a RAICEX como um exemplo concreto de diplomacia científica baseada em redes.


A RAICEX, Rede de Investigadores e Cientistas Espanhóis no Estrangeiro, reúne associações de investigadores espanhóis em todo o mundo e atua como ponte entre investigadores, instituições e decisores políticos, apoiando a circulação de talento e o alinhamento com as prioridades da UE.


Numa das principais intervenções do evento, Enrico Letta apelou à necessidade de uma “5.ª Liberdade” do Mercado Único Europeu: a livre circulação de conhecimento, investigação, inovação, educação e evidência científica. Enquadrada como essencial para a competitividade e a autonomia estratégica da Europa, esta visão posiciona a diplomacia científica como uma infraestrutura-chave, com uma "call-to-action" até 2028.


Dia 2

O segundo dia centrou‑se na implementação e na governação. Um dos destaques foi o debate sobre o papel dos atores não-governamentais, frequentemente iniciadores da cooperação e a "base" entre diferentes partes interessadas, bem como tradutores da necessidade de ação no terreno. Entre estes incluem‑se organizações filantrópicas, universidades, fundações de investigação, indústria e redes profissionais.



Outro momento alto do dia foi a apresentação preliminar do futuro Manual de Diplomacia Científica, que destacou a forma como tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, a computação quântica e a biotecnologia estão a transformar a prática da diplomacia científica. A discussão sublinhou a necessidade de novas ferramentas, normas e parcerias para garantir que os avanços tecnológicos apoiam a cooperação internacional e o bem público global, num mundo cada vez mais polarizado.


Na Sessão Plenária IV, intitulada “Next Steps for a European Framework for Science Diplomacy”, Alessandro Lombardo, Presidente da EU Science Diplomacy Alliance, apresentou a forma como a Aliança irá apoiar a próxima fase do Quadro Europeu de Diplomacia Científica.


SPOT Nordic: Ponte entre Portugal e os Países Nórdicos

Para a SPOT Nordic, a conferência reafirmou simultaneamente a importância estratégica da diplomacia científica ao nível europeu e o seu forte alinhamento com o nosso foco central. Ao construir pontes entre Portugal e os países nórdicos, ligando os seus ecossistemas científicos e a excelência em investigação e inovação, a SPOT Nordic contribui para um panorama europeu de diplomacia científica aberto, colaborativo e baseado em evidência.

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